Os territórios de dezenas de tribos peruanas têm sido abertos a empresas petrolíferas.

Os territórios de dezenas de tribos peruanas têm sido abertos a empresas petrolíferas. © Johan Wildhagen/Survival

Cette page a été mise à jour pour la dernière fois le agosto 15, 2018 et pourrait contenir des termes obsolètes.

Comunidades indígenas na Amazônia peruana sofreram com dois vazamentos de petróleo em dois meses.

Os vazamentos são imputáveis à petroleira estatal PetroPerú, que deixou de realizar a manutenção rotineira nos seus oleodutos. Pelo menos 2.000 barris de petróleo vazaram e se espalharam nos rios locais, afetando comunidades indígenas, inclusive os Achuar, os Shapra, os Wampis e os Awajún.

Os vazamentos destruíram o ecossistema, comprometendo a saúde, a comida e a segurança das comunidades locais. Habitantes da região perderam seus meios de subsistência e não podem mais beber a água dos rios ou pescar.

Por mais que a limpeza seja de responsabilidade da PetroPerú, tanto a empresa quanto o governo foram lentos em reagir. Comunidades tiveram que limpar o petróleo tóxico elas mesmas. Imagens chocantes revelam que crianças, sem proteção, foram envolvidas neste processo perigoso.

Este desastre ambiental é o mais recente em uma longa história de vazamentos de petróleo e gás na região. Mais de 70% da Amazônia peruana foi concedida pelo governo a petroleiras. Muitas áreas concedidas são habitadas por povos indígenas. Estes projetos não só tornam acessíveis áreas previamente remotas a invasores, como madeireiros e colonos, mas também destroem o ecossistema do qual os povos indígenas dependem.

A organização nacional dos povos indígenas, AIDESEP, condenou os vazamentos de petróleo. Criticando a ação lenta do governo, a organização invocou “a opinião pública internacional, a mídia, ONGs e a sociedade civil a prestar attenção a este evento grave que coloca em perigo as vidas de milhares de pessoas que moram na área e a quem são comumente negligenciadas.”

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